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Polícia Civil descobre central de golpes bancários em chácara de Jarinu e prende seis suspeitos

Investigação iniciada após prejuízo de R$ 53 mil a uma vítima levou a Polícia Civil até imóvel em Jarinu, onde suspeitos utilizavam celulares e dados bancários para movimentar dinheiro de correntistas.

Uma chácara localizada em Jarinu, no interior paulista, era utilizada como base de uma estrutura suspeita de aplicar fraudes contra clientes de instituições financeiras. O esquema foi descoberto pela Polícia Civil, que prendeu seis homens, com idades entre 20 e 27 anos, durante uma operação realizada na quarta-feira (7).

A ação foi conduzida por investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Carapicuíba, que chegaram ao endereço após meses de apuração sobre um grupo especializado em se passar por gerentes bancários para conseguir acesso às contas das vítimas.

No imóvel, os policiais encontraram equipamentos e registros que, segundo a investigação, eram utilizados na execução dos golpes.

Prejuízo de R$ 53 mil deu início à investigação

O trabalho policial começou em julho deste ano, quando uma pessoa procurou as autoridades após perceber movimentações financeiras que não havia autorizado.

A vítima relatou ter sido enganada por criminosos que se apresentaram como representantes de seu banco. A abordagem terminou com um prejuízo de aproximadamente R$ 53,1 mil, resultado de saques e transferências realizados sem seu consentimento.

A partir desse registro, os investigadores passaram a rastrear os envolvidos e identificaram a existência de uma estrutura organizada para a prática das fraudes.

Suspeitos seguiam rotina semelhante à de uma agência bancária

Segundo a Polícia Civil, o grupo dividia as atividades entre seus integrantes. Enquanto alguns realizavam ligações para conquistar a confiança dos correntistas, outros utilizavam as informações obtidas para acessar aplicativos bancários e transferir valores por meio do PIX.

Para tornar a abordagem mais convincente, os suspeitos se identificavam como funcionários de bancos e solicitavam informações sigilosas, incluindo dados de acesso e senhas.

A investigação também apontou que os envolvidos mantinham horários de atuação semelhantes ao expediente das instituições financeiras.

A chácara funcionava como um ponto de concentração das atividades, permitindo que diferentes etapas das fraudes fossem realizadas no mesmo local.

Polícia encontra dezenas de celulares e anotações sobre vítimas

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os agentes localizaram aparelhos telefônicos distribuídos entre mesas e outros espaços da residência.

Ao todo, foram apreendidos:

  • 29 aparelhos celulares;
  • 26 chips de telefonia;
  • Cadernos contendo anotações e informações relacionadas às vítimas;
  • Dois veículos apontados como utilizados pelo grupo.

Os materiais serão analisados para auxiliar na identificação de possíveis novas vítimas e esclarecer a participação de cada investigado.

Ainda conforme a polícia, um dos suspeitos reconheceu que recebia uma comissão calculada sobre os valores movimentados nas operações fraudulentas.

Seis presos e investigação continua

Os seis homens foram detidos em flagrante pelos crimes de organização criminosa e fraude eletrônica. A operação também envolveu o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão temporária.

Após a abordagem, os investigados foram conduzidos à delegacia e permaneceram à disposição da Justiça.

A Polícia Civil continua trabalhando para identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema, além de verificar a extensão dos prejuízos provocados pelas fraudes.

Como evitar o golpe do falso gerente

A modalidade investigada em Jarinu utiliza a aparência de um atendimento bancário legítimo para induzir clientes a fornecer informações confidenciais.

Os criminosos podem alegar movimentações suspeitas, tentativas de invasão ou a necessidade de bloquear operações financeiras para convencer a vítima a seguir suas orientações.

A recomendação é nunca informar senhas, códigos de autenticação ou dados de acesso durante ligações recebidas, mesmo quando o interlocutor afirma representar uma instituição financeira.

Em caso de contato suspeito, o cliente deve encerrar a chamada e procurar o banco diretamente pelos canais oficiais.

Foto:Divulgação/ SSP

O Voz Itu e Região reforça que a atenção a esse tipo de abordagem é fundamental para evitar prejuízos financeiros, especialmente diante de golpes que utilizam informações pessoais para transmitir credibilidade às vítimas.

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