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Gaeco denuncia policiais civis, policial militar e advogado de Itu por suposta extorsão de R$ 250 mil

Ministério Público acusa três policiais civis, um policial militar e um advogado por extorsão, abuso de autoridade e associação criminosa. Processo corre sob sigilo na Comarca de Indaiatuba após declarações de suspeição de magistrados de Itu.

Três policiais civis lotados em Itu foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, sob acusação de participação em um esquema de extorsão que teria ocorrido durante uma ocorrência envolvendo um casal abordado com uma pequena quantidade de droga em um veículo de luxo.

Além dos investigadores, um policial militar e um advogado também foram denunciados. Conforme a acusação, o grupo responderá por crimes de extorsão, abuso de autoridade e associação criminosa. As defesas dos envolvidos negam as acusações e afirmam confiar que a inocência de seus clientes será reconhecida pela Justiça.

A denúncia foi apresentada em maio deste ano e o processo tramita em segredo de Justiça na Comarca de Indaiatuba. A mudança ocorreu após magistrados de Itu declararem suspeição para atuar no caso, medida prevista em lei quando existem circunstâncias que possam comprometer a imparcialidade do julgamento.

Como o caso teria acontecido

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a ocorrência teve início após um casal que ocupava um automóvel de luxo ser abordado pela Polícia Militar. Durante a fiscalização, foi localizada uma pequena porção de haxixe, que, segundo a investigação, teria sido assumida pelo motorista.

Ainda conforme o Gaeco, a mulher, mesmo sem indícios de participação no crime, teria sido presa e algemada. Na sequência, policiais teriam ido até a residência dela sem autorização judicial, onde apreenderam o veículo da jovem.

Os agentes também estiveram na casa dos pais do motorista, local onde outras porções de entorpecentes teriam sido encontradas.

Suposta cobrança de R$ 250 mil

Segundo o Ministério Público, após todos serem conduzidos à delegacia, os investigados passaram a exigir R$ 250 mil para que a mulher fosse libertada e para que os veículos fossem devolvidos.

A denúncia aponta que, nesse momento, um advogado teria participado da ação. Conforme o Gaeco, ele utilizou um computador da própria Delegacia Central de Itu para elaborar um contrato de honorários advocatícios no valor de R$ 250 mil, documento que, segundo a acusação, serviria para ocultar a origem da suposta cobrança ilícita.

Ainda segundo o Ministério Público, a negociação previa o pagamento imediato de R$ 50 mil por meio de transferência via PIX.

Intervenção impediu pagamento

O pagamento, entretanto, não chegou a ser realizado. Conforme a denúncia, um policial civil de outra região, que é noivo da advogada contratada pela família, percebeu irregularidades na situação e comunicou outros policiais.

A partir dessa intervenção, segundo o Gaeco, os investigados teriam desistido da suposta exigência financeira, formalizando apenas o auto de prisão em flagrante do motorista pelo entorpecente, enquanto a mulher acabou sendo liberada.

Defesas

As defesas dos denunciados contestam integralmente as acusações apresentadas pelo Ministério Público. Em manifestação, sustentam que os clientes são inocentes e afirmam acreditar que a Justiça reconhecerá a ausência de responsabilidade criminal ao longo da tramitação do processo.

O caso segue sob análise do Poder Judiciário e tramita em segredo de Justiça.

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