Além de escolher deputados, governador e presidente, o eleitor de São Paulo terá uma particularidade nas Eleições 2026: neste domingo (4), será necessário votar duas vezes para senador.
A razão está na forma como o Senado Federal é renovado. Cada estado brasileiro, independentemente do tamanho de sua população, possui três representantes na Casa. Os mandatos duram oito anos e as três cadeiras não são colocadas em disputa simultaneamente.
Atualmente, São Paulo é representado no Senado por Astronauta Marcos Pontes (PL), Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (Podemos).
Marcos Pontes foi eleito em 2022 para o mandato iniciado em 2023 e que segue até 2031. Por isso, sua cadeira não está em disputa agora. As outras duas vagas, referentes aos mandatos que terminam em 2027, serão renovadas nesta eleição.
Por que são dois votos para senador?
A renovação do Senado acontece de maneira alternada. Em uma eleição, um terço das 81 cadeiras é renovado. Quatro anos depois, chega a vez dos outros dois terços.
É exatamente o que acontece em 2026. Em todo o país, 54 cadeiras estão em disputa, sendo duas por estado e duas pelo Distrito Federal.
Por isso, o eleitor paulista encontrará na urna duas etapas para o cargo de senador.
Os votos devem ser destinados a candidatos diferentes. Se o eleitor digitar o mesmo número nas duas etapas, o segundo voto será anulado automaticamente.
Ao contrário das disputas para presidente e governador, não existe segundo turno para o Senado. Em São Paulo, os dois candidatos que receberem o maior número de votos válidos serão eleitos.
Quem disputa o Senado por São Paulo?
A relação de candidaturas registradas para concorrer às duas cadeiras paulistas reúne os seguintes nomes:
André do Prado (PL) – 222
Dra. Eliana Ferreira (PSTU) – 161
Ednelson Cesaretti (PCO) – 290
Geraldo Rufino (Podemos) – 200
Guilherme Derrite (PP) – 111
Guto Schiavetto (Missão) – 144
Marcio Alves (UP) – 800
Marina Silva (Rede) – 180
Maíra de Souza (UP) – 808
Petter Maahs (PCB) – 211
Simone Tebet (PSB) – 400
Soninha Francine (Cidadania) – 232
Weller Gonçalves (PSTU) – 160
William Teixeira (Agir) – 360
Entre os registros apresentados à Justiça Eleitoral, a candidatura de Ednelson Cesaretti (PCO) aparece como indeferida com recurso, situação em que existe decisão contrária ao registro, mas ainda há recurso pendente de julgamento definitivo.
O que faz um senador?
O Senado integra o Congresso Nacional ao lado da Câmara dos Deputados. Entre as atribuições dos senadores estão analisar e votar projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e outras matérias de alcance nacional.
Também cabe ao Senado analisar determinadas indicações feitas pela Presidência da República, além de exercer funções de fiscalização e participar de decisões relacionadas às contas públicas e à atuação do governo federal.
Enquanto o número de deputados federais de cada estado varia de acordo com sua população, no Senado a regra é diferente: todos os estados e o Distrito Federal possuem exatamente três representantes.
Atenção à ordem na urna
O eleitor fará seis escolhas neste primeiro turno. A votação seguirá esta sequência:
Deputado federal → deputado estadual → senador (1ª vaga) → senador (2ª vaga) → governador → presidente da República.
Para senador, são utilizados três números.
O eleitor pode levar uma “colinha” de papel com os números escolhidos, o que ajuda a conferir as opções e agilizar a votação. O celular, porém, não pode ser levado para a cabine de votação.
Com duas das três cadeiras paulistas em disputa, o resultado deste domingo definirá a maior parte da representação de São Paulo no Senado pelos próximos oito anos. Astronauta Marcos Pontes permanece no cargo, enquanto os dois candidatos mais votados neste domingo ocuparão as demais cadeiras a partir de 2027.
















