A candidata a deputada estadual e vereadora de Salto, Dra. Grazi Costa, tornou públicos episódios de vandalismo contra materiais de sua campanha e ataques que, segundo ela, têm ultrapassado o debate político e assumido caráter machista e intimidatório.
Na última sexta-feira, materiais utilizados pela campanha, entre eles windbanners, foram vandalizados. O caso se soma a manifestações registradas nas redes sociais que, conforme relatado pela candidata, deixaram de se limitar às suas posições políticas e passaram a atingir sua condição de mulher e sua trajetória pessoal.
Diante da repetição dos episódios, Dra. Grazi Costa procurou a Delegacia de Polícia para registrar formalmente os fatos e buscar as providências cabíveis. A vereadora ressalta que a iniciativa não tem como objetivo impedir críticas ou questionamentos sobre sua atuação pública, mas permitir que possíveis excessos, ameaças, perseguições e atos de intimidação sejam apurados pelas autoridades competentes.
“Divergência política não é autorização para intimidar”
Para Grazi, críticas e posições contrárias fazem parte do processo democrático. O limite, segundo ela, é ultrapassado quando o embate político dá lugar a ataques pessoais, vandalismo e manifestações direcionadas ao fato de ser mulher.

“Quem entra para a vida pública precisa estar preparado para críticas. Podem discordar das minhas propostas, das minhas posições e das minhas votações. Eu não tenho nenhum problema com isso. O que não podemos aceitar é que a divergência política seja utilizada como autorização para vandalizar, intimidar ou atacar uma mulher”, afirma.
A candidata também chama atenção para uma questão que considera mais ampla: a violência política contra mulheres que ocupam cargos públicos ou disputam espaços de poder.
“Existe uma diferença enorme entre alguém dizer ‘Grazi, eu discordo de você’ e achar que, por discordar, ganhou o direito de me humilhar ou me atacar como mulher. Discordância política se responde com argumento. Ataque não vai mudar aquilo em que acredito”, declara.
Dra. Grazi diz que ataques não mudarão seus posicionamentos
Advogada, empresária e vereadora, Dra. Grazi Costa afirma que os episódios não irão fazê-la recuar de suas posições nem alterar a forma como participa do debate público.
“Não quero tratamento especial por ser mulher. Quero o que deveria ser garantido a qualquer pessoa dentro de uma democracia: respeito e liberdade para defender suas ideias. Eu respeito profundamente quem pensa diferente de mim. Mas respeito não significa silêncio diante da misoginia, do vandalismo ou da intimidação”, afirma.
Para a candidata, situações como as relatadas durante a campanha também colocam em discussão os obstáculos enfrentados pelas mulheres que decidem participar diretamente da política.
Grazi defende que a presença feminina nos espaços de decisão não pode estar condicionada a posturas mais silenciosas ou à ausência de posicionamentos firmes sobre temas que provoquem divergências.
“Mulher não pode ser aceita na política apenas quando fala baixo, concorda com todo mundo ou evita assuntos que incomodam. Nós temos o direito de ter opinião, de ocupar espaços e de defender nossas convicções com firmeza. Se a intenção desses ataques era me intimidar, conseguiram exatamente o contrário: aumentaram ainda mais a minha disposição para continuar”, conclui.
















