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Dr. Cássio Prado quer fortalecer SUS, Santas Casas e atendimento em Itu, Porto Feliz, Sorocaba e região

Médico intensivista e ex-prefeito de Porto Feliz, candidato a deputado estadual reúne oito propostas voltadas ao financiamento da saúde, hospitais filantrópicos, atenção básica e ampliação do atendimento especializado no interior paulista.

A saúde acompanha praticamente toda a trajetória profissional e pública do Dr. Cássio Prado. Médico intensivista, ex-secretário de Saúde e ex-prefeito de Porto Feliz, o candidato a deputado estadual coloca agora essa experiência como uma das principais bandeiras de seu projeto para representar o interior paulista.

Formado em Medicina pela USP de Ribeirão Preto, com especialização em Cirurgia Geral e pós-graduação em Medicina Intensiva pela Unicamp, Cássio Prado dedicou mais de 30 anos ao atendimento de urgência em UTIs e prontos-socorros.

Foi justamente acompanhando de perto pacientes que enfrentavam filas e dificuldades provocadas pela falta de estrutura que, segundo informações apresentadas por sua assessoria, surgiu a decisão de ingressar na vida pública.

Antes de assumir a Prefeitura de Porto Feliz, Cássio Prado foi secretário municipal de Saúde. Em 2003, sua gestão na pasta recebeu reconhecimento como a melhor da região de Sorocaba. Posteriormente, comandou Porto Feliz por dois mandatos, entre 2017 e 2024.

De acordo com os dados divulgados pela assessoria do candidato, sua administração, baseada em critérios técnicos e austeridade fiscal, encerrou o período com 92,1% de aprovação.

Agora, o objetivo é transformar parte das experiências implantadas no município em propostas de alcance estadual.

Uma transformação na estrutura de saúde de Porto Feliz

Entre os principais projetos apontados durante sua passagem pela Prefeitura está a implantação da UTI da Santa Casa de Porto Feliz, inaugurada em 2019 com apoio de doações da iniciativa privada.

Atualmente com 14 leitos, a unidade conquistou o selo Top Performer, concedido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Conforme os dados encaminhados pela assessoria, a UTI chegou a ser classificada entre as 100 melhores unidades do país e entre as cinco melhores UTIs públicas do Brasil.

A estrutura teve papel de destaque durante a pandemia da Covid-19, período em que Cássio Prado ficou conhecido regionalmente pela atuação ligada diretamente às decisões e estratégias adotadas na saúde municipal.

No início de 2020, Porto Feliz importou um tomógrafo para agilizar os diagnósticos e adotou protocolos de abordagem precoce. Segundo os números apresentados pela assessoria, o município registrou uma taxa de mortalidade por Covid-19 de 0,8%, apontada como uma das menores do Estado de São Paulo naquele período.

Alta complexidade e redução das transferências

Outro desafio enfrentado pela administração foi reduzir a chamada “ambulancioterapia”, expressão utilizada para definir a necessidade constante de transferir pacientes para outros municípios devido à ausência de estrutura local.

A Santa Casa foi reorganizada para ampliar a capacidade de realização de procedimentos de maior complexidade.

Entre as ações destacadas estão a contratação de neurocirurgiões com atendimento 24 horas e a aquisição de um microscópio cirúrgico de última geração, possibilitando que traumas cranianos passassem a ser atendidos no próprio município.

Também foi implantado um serviço de hemodinâmica, voltado especialmente ao atendimento de pacientes com infarto, com o objetivo de oferecer intervenção em menos de duas horas.

Porto Feliz também passou a contar com um Centro Oncológico completo, oferecendo tratamentos de quimioterapia e radioterapia.

Pronto-Socorro Municipal e ampliação da atenção básica

Na rede municipal, outra iniciativa citada foi a construção do Pronto-Socorro Municipal do Jardim Vante, com investimento de R$ 3,5 milhões.

A unidade foi projetada para realizar mais de 12 mil atendimentos mensais.

O Jardim Vante, um dos bairros mais populosos do município, também recebeu uma nova Unidade Básica de Saúde, ampliando a cobertura da atenção básica para os moradores da região.

Atendimento especializado para crianças com autismo

A atenção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) também aparece entre as políticas implantadas durante a administração de Cássio Prado.

Diante do crescimento do número de diagnósticos, foi criado inicialmente o CIEM, destinado ao atendimento de crianças de zero a cinco anos. Posteriormente, surgiu o CITEM, ampliando a faixa de atendimento para crianças de até 12 anos.

Em parceria com o Instituto Justiça, as unidades passaram a oferecer terapia comportamental aplicada, conhecida como ABA.

De acordo com a assessoria, as equipes receberam capacitação especializada em São Paulo e o trabalho desenvolvido tornou-se uma referência de inclusão clínica e escolar.

Oito propostas para fortalecer a saúde no Estado

A experiência acumulada ao longo da atuação médica e da administração municipal está sendo utilizada como base para um conjunto de oito propostas prioritárias que Dr.Cássio Prado pretende defender na área da saúde.

Entre os principais focos estão os pequenos municípios, as Santas Casas, os hospitais filantrópicos, a atenção básica e a fiscalização dos recursos públicos.

Financiamento do SUS Municipal

Uma das propostas prevê a criação de um fundo estadual para complementar o financiamento dos municípios paulistas com até 50 mil habitantes que comprovem déficit estrutural no custeio do SUS.

A ideia é que os recursos sejam transferidos diretamente de fundo a fundo, reforçando a capacidade financeira das administrações municipais para manter os serviços de saúde.

Mais transparência nos repasses estaduais

Outro projeto estabelece a divulgação mensal de todos os repasses estaduais do SUS aos municípios em um portal unificado e de fácil acesso.

A plataforma teria painel comparativo e histórico dos valores transferidos, permitindo maior acompanhamento por parte dos gestores, conselhos de saúde e da própria população.

Piso Estadual para a Atenção Básica

O programa inclui ainda a criação de um Piso Estadual de Custeio da Atenção Básica.

A proposta é complementar o financiamento federal para assegurar que nenhum município paulista fique abaixo de um valor mínimo anual por habitante destinado à atenção básica, garantindo recursos para o funcionamento das UBSs e das equipes de Saúde da Família.

Santas Casas e hospitais filantrópicos como prioridade

Uma parte significativa das propostas é destinada à rede filantrópica, responsável por grande parcela do atendimento realizado pelo SUS no interior.

Cássio Prado propõe a criação do Programa Estadual de Apoio às Santas Casas do Interior (PASCI).

O programa prevê apoio financeiro direto para Santas Casas e hospitais filantrópicos localizados em municípios com até 100 mil habitantes e que realizem 80% ou mais de seus atendimentos pelo SUS.

O modelo incluiria repasses destinados ao custeio complementar e uma linha de crédito subsidiada.

Renegociação das dívidas das Santas Casas

Outra proposta é criar condições especiais para a renegociação de dívidas tributárias estaduais das Santas Casas.

A medida abrangeria débitos como ICMS incidente sobre insumos, IPVA e taxas estaduais, permitindo parcelamento de até 120 meses, além da redução de juros e multas.

Índice de Vitalidade Hospitalar

O plano prevê ainda a criação do Índice de Vitalidade Hospitalar (IVH).

O indicador permitiria ao Estado acompanhar mensalmente as condições financeiras, operacionais e assistenciais das Santas Casas e hospitais filantrópicos do interior paulista.

A proposta é criar uma espécie de sistema de alerta, permitindo intervenções preventivas antes que dificuldades financeiras comprometam ou interrompam o atendimento à população.

Incentivos para médicos permanecerem no interior

A dificuldade de pequenos municípios em atrair e manter profissionais especializados também integra o programa.

Cássio Prado defende incentivos financeiros estaduais para estimular a fixação de médicos especialistas em cidades com até 30 mil habitantes, desde que esses profissionais estejam vinculados a hospitais filantrópicos ou unidades básicas do SUS.

Fiscalização com participação regional

O conjunto de propostas é completado por uma Auditoria Participativa do SUS Municipal.

O projeto prevê a criação de Câmaras Regionais de Monitoramento do SUS, formadas por ex-prefeitos, médicos, gestores, representantes de conselhos de saúde e integrantes da sociedade civil.

O objetivo seria acompanhar gastos públicos, resultados alcançados e repasses estaduais destinados aos municípios.

Sorocaba e região

Para Sorocaba e os municípios da região, a proposta defendida pelo candidato é avançar principalmente na descentralização dos atendimentos especializados.

Entre as prioridades estão o fortalecimento da rede filantrópica de saúde e a realização de mutirões regionais para reduzir as filas de cirurgias, consultas e exames especializados.

A intenção é evitar que moradores de municípios menores enfrentem longos períodos de espera ou tenham que se deslocar constantemente para outras cidades em busca de tratamento.

Para Dr. Cássio Prado, a saúde pública deve ser tratada não apenas como uma pauta de campanha, mas como uma política estruturada a partir das necessidades encontradas diariamente nos municípios.

Depois de mais de três décadas entre UTIs, prontos-socorros e gestão pública, o candidato pretende levar essa experiência para o debate estadual, com foco especialmente no fortalecimento do SUS, na sustentabilidade das Santas Casas e na ampliação do acesso à saúde para quem vive no interior de São Paulo.

A saúde, que marcou a trajetória profissional e administrativa de Dr. Cássio Prado, segue agora como uma das principais bandeiras do candidato a deputado estadual, com foco no fortalecimento do SUS e da rede de atendimento em Itu, Porto Feliz, Sorocaba e região.

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