O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba, ligado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, e o 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) deflagraram, na manhã desta terça-feira (1º), a Operação Prazo Final, em Piracicaba.
A ação tem como objetivo cumprir seis mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais do município. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária (RAJ).
De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, o grupo alvo da operação é suspeito de atuar com agiotagem, oferecendo empréstimos e realizando cobranças com juros considerados abusivos.
As apurações apontam que uma das vítimas teria passado a sofrer ameaças após atrasar o pagamento de uma dívida. Posteriormente, segundo a investigação, ela teria sido sequestrada e mantida em cativeiro como forma de pressão para que o valor fosse quitado.
Ainda conforme as informações apuradas, o veículo pertencente à vítima também teria sido levado pelos suspeitos e utilizado como garantia relacionada à cobrança da dívida.
Durante a operação desta terça-feira, equipes do Gaeco e do BAEP percorreram diferentes endereços de Piracicaba em busca de documentos, objetos, valores, bens e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.
Os investigados poderão responder, de acordo com a participação atribuída a cada um, por crimes como extorsão mediante sequestro, ameaça, crime contra a economia popular relacionado à prática de agiotagem, roubo e associação criminosa.
O nome “Prazo Final” foi escolhido em referência ao ultimato que, segundo a investigação, teria sido imposto à vítima para o pagamento da dívida, acompanhado de ameaça de morte.
Até a divulgação das primeiras informações na manhã desta terça-feira (1º), a operação permanecia em andamento. O balanço com o número de prisões efetivamente realizadas, materiais apreendidos e demais resultados da ação ainda deverá ser divulgado pelas autoridades.
Foto/Divulgação: Baep
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