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Vinicius Marchese alerta para falta de engenheiros e defende formação profissional como estratégia para o desenvolvimento

Candidato a deputado federal por São Paulo afirma que a escassez de profissionais qualificados pode comprometer projetos de infraestrutura, energia, tecnologia e desenvolvimento dos municípios

O candidato a deputado federal por São Paulo Vinicius Marchese, engenheiro de Telecomunicações e presidente licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), chama a atenção para um desafio que, segundo ele, precisa ganhar espaço no debate sobre o futuro do país: a falta de engenheiros para atender à crescente demanda por projetos de infraestrutura, energia e tecnologia.

Marchese avalia que a retomada de investimentos em áreas como saneamento, habitação, rodovias, ferrovias, energias renováveis, conectividade e transformação digital precisa ser acompanhada de políticas voltadas à formação e valorização de profissionais técnicos.

Para o candidato, não basta ampliar os recursos destinados a grandes projetos se o país não tiver mão de obra especializada suficiente para transformar os investimentos em obras e serviços efetivamente entregues à população.

Déficit de profissionais preocupa

Marchese cita estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que aponta um déficit de aproximadamente 75 mil engenheiros no Brasil. Ele também menciona projeções do Confea segundo as quais a carência pode alcançar 500 mil profissionais até 2030 e chegar a 1 milhão ao longo da próxima década.

Na avaliação do engenheiro, a questão deixou de ser apenas uma preocupação relacionada ao mercado de trabalho da categoria e passou a representar um desafio estratégico para o desenvolvimento econômico e estrutural brasileiro.

Isso porque a execução de uma grande obra envolve diversas etapas técnicas antes mesmo do início da construção. Estudos de viabilidade, elaboração de projetos, definição de soluções, cálculo de custos, acompanhamento de cronogramas, fiscalização de contratos e garantia das condições de segurança estão entre as atribuições que dependem de profissionais qualificados.

Marchese sustenta que, quando essa estrutura técnica é insuficiente, o país corre o risco de enfrentar atrasos, aumento de custos e dificuldades para transformar recursos disponíveis em projetos executáveis.

Municípios também enfrentam o desafio

O candidato destaca que a escassez de profissionais especializados também repercute diretamente nas administrações municipais.

Prefeituras precisam elaborar e executar projetos cada vez mais complexos em áreas como mobilidade urbana, habitação, saneamento, conectividade e adaptação às mudanças climáticas. Para Marchese, municípios que não contam com equipes técnicas estruturadas podem encontrar maiores dificuldades tanto para desenvolver projetos quanto para buscar recursos e fiscalizar sua execução.

Nesse contexto, ele defende que a formação de engenheiros seja tratada não apenas como uma questão educacional ou profissional, mas como parte de uma política de desenvolvimento nacional.

Novas tecnologias exigem profissionais preparados

Outro ponto levantado por Vinicius Marchese é a necessidade de tornar novamente os cursos de engenharia atrativos para os jovens e, paralelamente, atualizar a formação acadêmica diante das mudanças tecnológicas.

Áreas como inteligência artificial, automação, transição energética, infraestrutura digital, cidades inteligentes e adaptação climática devem ampliar a demanda por profissionais capazes de trabalhar com novos modelos de desenvolvimento e planejamento.

Marchese também defende maior participação do conhecimento técnico dentro da administração pública. Para ele, engenheiros, arquitetos, geólogos, geógrafos e profissionais ligados à tecnologia precisam estar presentes desde as etapas de planejamento e formulação das políticas públicas até a definição das prioridades de investimento.

Formação exige planejamento de longo prazo

Na avaliação do candidato, existe ainda um fator que exige atenção imediata: o tempo necessário para preparar novos profissionais.

Enquanto uma obra ou programa de investimento pode ser anunciado rapidamente, a formação de um engenheiro exige vários anos. Por isso, Marchese considera que as decisões tomadas agora serão determinantes para definir se o Brasil terá profissionais suficientes para atender à demanda prevista para os próximos anos.

Para ele, o país reúne universidades, empresas, recursos e uma ampla necessidade de investimentos em infraestrutura, mas precisa assegurar capacidade técnica para aproveitar essas oportunidades.

Vinicius Marchese é candidato a deputado federal por São Paulo, engenheiro de Telecomunicações, presidente licenciado do Confea e doutorando em Cidades Inteligentes e Sustentáveis.

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